No domingo passado o Fantástico exibiu uma reportagem muito interessante sobre as Mães-Tigre, baseada no livro que chega esse ano ao Brasil. Quem não viu, vale a pena assistir!
Claro que há alguns excessos sobre os quais boa parte de nós educadores, pais e pessoas de bom senso vão discordar. Mas a reportagem nos faz pensar para onde vai a educação atual. Será que os limites são assim tão dispensáveis? Ou precisam ser assim tão rígidos?
Uma questão que incomodou muitas pessoas da área da educação foi o fato da produção do programa ter escolhido uma psiquiatra infantil para falar sobre assuntos relacionados à educação: rotina escolar, hábitos de estudo e trabalho pedagógico. Eu e boa parte das pedagogas que conheço ficamos impressionadas com a desvalorização da nossa área. Claro que sabemos que isso tem a ver com a postura nada profissional de algumas pessoas da área, com a falta de compromisso e a carga histórica que as "professorinhas" carregam. Mas sabemos também que existem muitas pessoas reconhecidas por pesquisas na área de educação, estudiosas sobre o desenvolvimento infantil que poderiam falar sobre esse tema. Mais uma vez a "medicalização" da educação aparece muito mais valorizada do que as posturas sérias e comprometidas de pedagogas como nós.




